Um dia após a cirurgia o paciente já terá uma pequena noção do resultado, pois as unidades foliculares ficam bastante visíveis. Em até 30 dias os fios transplantados caem, permanecendo no couro cabeludo os bulbos que em até 90 dias produzirão novos fios. Quando esses fios começarem a crescer, seguirão o ritmo de crescimento normal do cabelo do paciente, ou seja, em média 1 centímetro por mês. Entre o 5º e 7º mês, nota-se grande diferença e perto do 9º mês o resultado já estará bem próximo do final.
Devido a grande evolução das técnicas, é o médico quem irá definir as condições e restrições para realizar o procedimento. No entanto, no método FUE, a retirada dos folículos é feita de maneira unitária e por isso, é necessário raspar o cabelo de maneira seletiva no transplante capilar. Desta maneira fica muito mais prático retirar mais folículos em muito menos tempo. Aliás, quanto mais visível o couro cabeludo, melhor é a condição do médico para garantir a excelência no resultado. Isso é considerado tanto para a área doadora como para a área receptora.
A cirurgia pode durar de 6 a 12 horas. O tempo depende muito do tamanho do caso e das condições cirúrgicas.
São diversos cuidados, como: repouso de maneira adequada, utilização correta do boné, alimentação ajustada, evitar altas temperaturas, entre outros.
No dia da avaliação serão pontuados todos os detalhes e nossos pacientes recebem um manual cirúrgico com todos os cuidados necessários para garantir o melhor resultado possível do transplante – cuidados inclusive com a alimentação, fatores hormonais, entre outros pontos que dificilmente são lembrados.
Em casos especiais também podemos usar a técnica BHT (Body Hair Transplant) na qual extraímos pelos de outras partes de corpo se possível. As áreas mais usadas nessa técnica são face (barba) tórax e abdome. Porém, vai depender da disponibilidade de pelos nessa região e esses pelos são usados como complemento no caso de a área doadora do couro cabeludo não ser suficiente para o transplante.
Sim e não!
Não: O cabelo transplantado não carrega o código genético da alopecia, por isso não irá cair! Simples assim.
Sim: No entanto, a região que não teve transplante por não haver ainda a necessidade da técnica, ainda ocorre o progresso da alopecia. Ou seja, o cabelo originário sem tratamento vai ter queda acentuada.
Por isso, a manutenção com protocolos depois e muitas vezes antes da cirurgia é necessário não só para melhorar o resultado mas para manter a qualidade da nova densidade capilar do paciente.
Não. O transplante capilar é eficaz em qualquer estágio da calvície, porém, quanto antes iniciarmos o tratamento, menor será a perda de cabelo e melhor o resultado.
Inclusive, quanto antes for detectado a alopecia, a chance de tratar apenas com protocolos de terapia capilar, é maior.
O tamanho da testa é um incômodo na estética para muito homens e também para pacientes trans.
Há duas técnicas para o abaixamento frontal, tornando os ângulos da face mais simétricos: o transplante capilar ou a frontoplastia.
A frontoplastia é uma cirurgia muito mais agressiva e com muitos riscos indesejáveis, que muitos cirurgiões plásticos ocultam, entre eles: possibilidade de enxaqueca crônica posterior a realização, cicatriz evidente na testa, dores e desconforto por até 2 anos depois da realização, queda capilar, além de outros fatores.
Já a técnica FUE é a mais recomendada para reduzir a testa, já que não permite cicatrizes e por mostrar previamente o desenho da hairline para o paciente, respeitando fatores como etnia e gosto pessoal.
É importante que aconteça uma avaliação para analisarmos a simetria do rosto do paciente e assim definir quantos folículos serão transplantados e na área, pois há alguns fatores que limitam o rebaixamento da testa.
Não. Isso depende muito do desenvolvimento da Alopecia. Normalmente a Calvície começa a se fazer aparente entre 35 a 40 anos de idade. Porém, cada vez mais temos notado pacientes a partir dos 25 anos já procurando tratamento devido ao fator genético, tanto protocolos, quanto transplante. Sendo assim, se o paciente notar o enfraquecimento e perda de cabelo de forma precoce, já deve procurar um profissional para dar início as terapias capilares podendo evitar um transplante capilar futuro.
É importante entendermos que nem todos os casos de calvície tem indicação para transplante capilar. Se o paciente apresenta calvície avançada, os protocolos devem ser muito bem desenvolvidos individualmente para o caso. Sendo assim, nesses pacientes iniciamos uma terapia capilar completa para combatermos a queda e enfraquecimento dos fios.
É permitido lavar a cabeça normalmente no chuveiro assim que a região do transplante capilar estiver livre de casquinhas.
Não há cicatriz. A extração das unidades foliculares é realizada de forma desordenada, justamente para não criar uma cicatriz linear. São extraídos somente 20% da área doadora, de forma na qual fica imperceptível a remoção desses folículos.
Sim. O cabelo transplantado é removido de uma área do corpo (área doadora) e transferido para outra (área receptora). O folículo transplantado não corre risco de ser “rejeitado” pois não é estranho no organismo.
O risco cirúrgico é muito baixo. Trata-se de uma cirurgia bem simples, não se faz necessária a aplicação de anestesia geral, apenas anestesia local e leve sedação oral. A cirurgia tem um caráter artesanal, pois os fios são colocados um a um, a mesma equivale a uma obra de arte, para que o resultado seja o mais natural possível. E é justamente por ser um processo delicado que sua duração média é de 6 a 12 horas, utilizando sedação leve pensando no conforto do paciente.
A causa mais comum é a hereditária e os homens são os mais afetados. Embora existam várias causas de queda de cabelo, a maioria é causada por uma doença conhecida como Alopecia Androgenética, em que há maior sensibilidade à ação hormonal da dihidrotestosterona, que estimula o afinamento dos fios. Depois disso, em geral, ocorre um quadro lento e progressivo de perda capilar. Outro caso comum são traumas por fricção como o uso excessivo de bonés por exemplo, que também são fatores indutores a Calvície.
Uma resolução do CRM veta a divulgação de valores de procedimentos médicos através de sites, o que impossibilita essa informação. Além disso, cada paciente é único e precisa ter seu caso cuidadosamente avaliado por um profissional para que se entenda sua necessidade e o tamanho da cirurgia ou/e protocolo a ser realizado.